domingo, 17 de junho de 2012

A manhã


Meia garrafa de Wiskey depois começava a contemplar o suicídio, este pensamento só me atravessou a cabeça na manhã seguinte, juntamente com as dores da ressaca de tudo o que tinha atravessado o meu fígado na noite anterior.

O telefone tocou. Era uma dor escondida desde o inicio até ao fim de cada toque. Uma voz de mulher estava do outro lado, não percebi o que queria, grunhi um pouco como resposta e logo a seguir atravessou a linha um berro que me fez dar a resposta: - Vai-te foder! 
Teria sido muito mais dramático se tivesse desligado o telefone com um pousar estrondoso, mas com estas novas tecnologias acabei por carregar num botão que nem era um botão a sério. 

O mundo girava e eu continuava parado.

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